Perguntas frequentes

O que eu preciso fazer para ser um doador de órgãos e tecidos?


Converse com a sua família e seja claro na sua intenção de ser doador de órgãos e tecidos: é ela que poderá autorizar.




Eu preciso fazer algum documento autorizando a doação?


Não há necessidade de qualquer documento ou registro.




Quem pode ser um doador de órgãos e tecidos?


A princípio, qualquer pessoa. Não existe restrição absoluta, mas alguns critérios, como causa da morte e doenças infecciosas, serão analisados.

O que importa é a condição de saúde dos Órgãos e Tecidos a serem doados.

Pessoas que não possuam documentação e menores de 18 anos sem autorização dos responsáveis não poderão ser doadoras.




Existe idade limite para ser um Doador?


Não existe limite absoluto. Alguns Centros Transplantadores limitam a idade dos doadores para alguns órgãos, mas um aspecto importante a ser avaliado é a sua condição clínica no momento da morte.




Se a pessoa morrer em casa, a família pode doar seus órgãos e tecidos?


No Brasil, atualmente, a Doação de Órgãos e Tecidos só acontece no ambiente hospitalar.




Existe algum conflito de interesse entre intenção de salvar a vida de um paciente e o da retirada de órgãos e tecidos para transplante?


Absolutamente NÃO. Todos os esforços serão feitos para SALVAR a vida daquela pessoa. Se, apesar disso, a pessoa evoluir para a morte encefálica, a família será comunicada e só ela poderá autorizar a doação.




Que tipos de doador existem?


Doador vivo: pela lei, parentes até o 4º grau e cônjuges podem ser doadores em vida. Não sendo parentes, somente com autorização judicial. O doador vivo pode doar um dos rins, parte do fígado, parte do pulmão ou parte da medula óssea, desde que esteja em condição de saúde satisfatória e a doação não comprometa a própria vida.

Doador falecido após morte encefálica: paciente com morte encefálica e que não tenha tido uma parada cardiorrespiratória. Podem ser doados coração, pulmões, rins, fígado, pâncreas, intestino, córneas, vasos, pele, ossos e tendões, possibilitando salvar inúmeras vidas.

Doador com parada cardiorrespiratória: o doador nesta condição poderá doar apenas a pele e tecidos para transplante (córneas, vasos, ossos e tendões, entre outros).




O que é morte encefálica?


É a parada definitiva e irreversível do cérebro, comprometendo assim, em pouco tempo, o funcionamento de todo o resto do organismo.

A morte encefálica significa que a pessoa está morta e que, nesta situação, os órgãos podem ser doados para transplante, se a família assim autorizar.




Existe recuperação de morte cerebral?


Não existe recuperação de morte cerebral quando respeitados os critérios previstos no protocolo para diagnóstico de morte cerebral.

Todas as famílias que negaram a doação, na expectativa de levar seu familiar para casa,

foram frustradas.




A pessoa em coma seria um potencial doador?


Não. O coma é um processo reversível, diferentemente da morte encefálica: irreversível.




Para quem irão os órgãos doados?


Os órgãos doados irão para pacientes que aguardam transplante e que já se encontram em lista de espera única. A compatibilidade entre doador e receptores é determinada por vários aspectos, verificados por exames laboratoriais, tamanho do órgão, entre outros, e a posição em lista é determinada baseada em critérios, como o tempo de espera e urgência do procedimento.