No Brasil, atualmente, existem mais de 42 mil pessoas aguardando um
transplante de órgãos e tecidos (dados fornecidos pelo Registro Brasileiro
de Transplante – RBT, da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos, do 3º trimestre de 2020). Das famílias que têm um familiar em situação de potencial doador, quando abordadas, 37% recusam a doação (Tocantins: 86%; Paraná: 24%). 


A espera muitas vezes é longa, imprevisível, e muitos não resistem a este
tempo. Com a pandemia devido à Covid-19, houve diminuição da taxa de doação e transplantes: quem morre devido à Covid não pode doar órgãos porque estão contaminados; em quem aceita doar, é necessário fazer a testagem para Covid e, enquanto esperam o resultado, muitos órgãos são perdidos (o coração e os pulmões precisam ser transplantados no período de 4 a 6 horas); as famílias também frequentam menos as UTIs, dificultando assim a abordagem da equipe em uma situação de possível Doação de Órgãos e Tecidos. A maioria das equipes transplantadoras do Brasil percebeu acentuada queda das doações e efetivos transplantes. Mas, felizmente, no 3° trimestre, já notamos alguma retomada dos transplantes, e também a melhora de 8% na taxa de não autorização familiar.


O que podemos fazer para mudar esta realidade? Várias medidas precisam ser tomadas: em nível nacional, estadual e local, principalmente através de Educação.


A Campanha “A Vida Convida” busca conscientizar as pessoas da importância da doação de órgãos e tecidos, aumentando, assim, a efetiva doação.


Aproveite esse momento, ainda, de distanciamento social: converse com a sua família! Seja você também um doador!