O ano de 2020 foi muito difícil para todos, devido à pandemia da Covid-19, mas impactou especialmente alguns grupos, como o das pessoas que estão em lista de espera por um órgão ou tecido para transplante. No Brasil, atualmente, existem mais de 43 mil pessoas em lista (dados fornecidos pelo Registro Brasileiro de Transplante – RBT, da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos, de 2020). A espera muitas vezes é longa, imprevisível, e muitos não resistem a este tempo.

Houve queda dos transplantes na maioria das regiões do Brasil, principalmente os transplantes de doador vivo. Os transplantes de córnea também foram extremamente afetados. Houve momentos, em que as cirurgias eletivas foram completamente suspensas, devido ao risco de contaminação. As restrições nos transportes aéreos também prejudicaram.

 

Percebemos, também, que entre famílias que têm um familiar em situação de potencial doador, quando abordadas, a recusa à doação ainda é grande: 42% (Sergipe: 80%; Paraná: 23%). Muitas vezes, essa recusa é devida à falta de informação e compreensão do que é morte encefálica, do processo de doação e do pouco acolhimento recebido, necessário em um momento de extrema dor.


O que podemos fazer para mudar esta realidade? Várias medidas precisam ser tomadas: em nível nacional, estadual e local, principalmente através de Educação.


A Campanha “A Vida Convida” busca conscientizar as pessoas da importância da doação de órgãos e tecidos, aumentando, assim, a efetiva doação.


Aproveite esse momento, ainda, de distanciamento social: converse com a sua família! Seja você também um doador! E, assim que possível, vacinem-se!